Sucesso na Crise

Diante de um caso desolador, são poucas as empresas que conseguem recordes. Esse é o caso da Diferpan, distribuidora de materiais de construção, que vem alcançando resultados impressionantes durante a pandemia com a contribuição da Logística Lean.  Diga-se: são resultados mais do que positivos. São recordes históricos.

  • Mais de 40% de aumento de vendas em relação ao mesmo período de 2019.
  • Faturamento de abril/2020 acima da meta estabelecida.
  • Mai/Jun/Jul-2020: recordes históricos de faturamento em sequência com os mesmos recursos (ativos logísticos, colaboradores, tecnologia).
  • Obtenção de fatia do mercado, aproveitando o momento de vendas para aqueles clientes do varejo que estavam fazendo reformas e construções.

Esses resultados foram obtidos, mesmo com a queda de faturamento no setor de 21,5% em relação a maio do ano anterior, segundo a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção).

Os componentes estratégicos da Logística Lean contribuíram de forma significativa para o desempenho da empresa.

  • [1] Operação Just-in-time.
  • [2] Possui lead time – prazo de entrega – pequeno.
  • [3] Processos internos focados na agregação de valor ao cliente.
  • [4] Atendimento no menor prazo possível.
  • [5] Solução de problema ou necessidade focada no cliente.
  • [6] Proporcionar uma boa experiência ao cliente.
  • [7] Sabendo que o cliente tem dificuldades para gerir seus estoques, o estoque foi reposto de um dia para o outro.
  • [8] Redução das rupturas no suprimento ao cliente.
  • [9] Entregas frequentes para se adequar ao espaço limitado nas lojas dos clientes.
  • [10] Giros de estoque suficientes para manter um bom sortimento de produtos.
  • [11] Ajuste das rotas para se adaptar às variações de locais de entrega.

Pelas numerações acima marcadas na figura da Trilogia dos 3 C´s a seguir, explica-se a ESTRATÉGIA, tipicamente centrada no valor. O fluxo de valor cliente (de [1] ao [9]) garantem a VANTAGEM EM VALOR. Os diferencias de custo, representadas por [10] e [11]) produzem a VANTAGEM EM VALOR. Ambas determinam a lucratividade da empresa.

Pelas numerações acima marcadas na figura da Trilogia dos 3 C´s a seguir, explica-se a ESTRATÉGIA, tipicamente centrada no valor. O fluxo de valor cliente (de [1] ao [9]) garantem a VANTAGEM EM VALOR. Os diferencias de custo, representadas por [10] e [11]) produzem a VANTAGEM EM VALOR. Ambas determinam a lucratividade da empresa.

Nos momentos de crise ou não, o sucesso da empresa depende da VANTAGEM EM VALOR e da VANTAGEM EM VALOR. A formulação da estratégia começa com a determinação do conteúdo de valor entregue ao cliente a um custo adequado. Qualquer empresa deveria dedicar um especial esforço ao definir os objetivos de VANTAGEM COMPETITIVA (VALOR e CUSTO). A redução dos desperdícios contribui para a obtenção da vantagem em custo. A vantagem em valor contribui para o aumento de vendas e fidelização do cliente.

A Logística Lean contribui na formulação e na execução da estratégia ao “continuamente aumentar valor e reduzir os desperdícios na logística interna e externa”.

Nunca é tarde para adotar uma estratégia vencedora.

Rogério Bañolas

15/09/2020

Leap of Faith. Barreiras à Implantação do Sistema Lean

Salto de fé. Para Art Byrne, autor do livro Lean Turnaround, é fundamental que as pessoas tenham fé no sistema lean para que a jornada comece. À princípio, a necessidade de ter fé nos remete a algo místico. Mas, na interpretação do Instituto Logística Lean®, não é essa leitura que fizemos.

O primeiro passo exige uma luta pessoal contra pensamentos dominantes. A começar por uma visão equivocada sobre produtividade baseada na produção em massa. “Diluir custos” com base na produção de quantidades e nos lotes grandes é um pensamento corrente, completamente contrário ao Lean Thinking. O primeiro passo pode ser uma Intervenção Ágil que realiza resultados rapidamente, por um sensei. Mas isto não garante a continuidade da jornada. Abandonar o Lean, de saída, é válido, é legítimo. Vai ser preciso acreditar para superar o primeiro degrau. Depende muito da habilidade e experiência do sensei. Também a da liderança.

Quando se trata de diminuir estoques, as pessoas mostram medo. Sim, medo mesmo. Nós classificamos este comportamento como Barreira de Insegurança. Vivenciamos objeções a qualquer decisão que implique à diminuição dos níveis de estoque e ao enfrentamento de problemas, o que chamamos de Barreira de Inconsciência Hábil. Neste último caso, os comportamentos de resistência são sutis. Reconhecê-los é um desafio, mesmo para os praticantes mais experientes.

Nós, nos ILLean, estamos aprendendo a lidar com as Barreiras ao Lean. Mas, pelo menos, aprendemos a enxergá-las e tentamos eliminá-las. Não custa reforçar: exige prática.

Penso que entendemos agora o que é Leap of Faith na visão de Art Byrne. O que o salto de fé significa para o sucesso do Lean.

Vamos admitir que com fé ou sem fé o primeiro passo pode ser dado, não é? Conhecer as barreiras e vencê-las é fundamental.

05/07/2020

Rogério Bañolas